Bicho-do-Mato



Sou bicho-do-mato
finjo que vivo
às vezes escapo
do fogo cruzado.

Sou bicho-do-fogo
Finjo que mato
As vezes vivo
Cruzando o espaço.

Sou bicho-que-finge
Vivo escapando
As vezes cruzando
Um dia me mato.

Moeda

Lembra daquele dia?
agente sentado no alto da Serra,
Todos o lados que olhávamos tinham vales...
...e vi que muito vale a pena viver do seu lado!

Agente ficava revezando os abraços,
ora te segurava, para você chegar à ponta do abismo,
ora você sorria...e eu nem precisava ir até lá!
e ora, o vento nos levava para longe dali.

Palavras seriam pecado naquele instante...
o único som era o do silêncio, as vezes quebrado pelas águas, logo atras de nós!
Nem mil moedas de ouro pagam o bem-estar...
...de estar bem aqui, ou ali - com você!

Sorria! Os espinhos têm rosas...

Não compare o amor

Àquela rosa vendida...

(que estava quase sem cor).

O amor gratuito é o sentido da vida.


Vida nova a cada dia,

Adia a idade repentina.

Cada manhã uma novidade

Que me atravessa a retina.


Uma rosa é o signo de qualquer outra flor

Um amor é somente e sem razão... Ele próprio.

Portanto deixe seu Vício morrer,

E veja o que sinto por você: é terna afeição.