Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada?

"Meu violão não tem Dó,
Não toca farra e nem Forró!
Si ensaio o rock, logo escuto o choro...
- Sai! porque solo é para poucos.
Já o samba...
deixo para quando o Sol estiver longe,
Para chover em Mí maior"


O mal do escritor

Como se não bastasse a noite de farra, consequentemente, mal dormida. Como se nada fora a labuta semanal que me assola o pensamento a cada vez que ouço o Camargo e a Poeta me desejarem boa noite, como se nada estivesse em minha mente hoje. Como se nada houvesse, ou nada tivesse a fazer, preciso cumprir o meu dever de blogueira-amiga:
Eu preciso curar um blog do "mal do escritor". O escritor é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é "falta de tempo" o bloqueio que deveras sente. Tragam o desfibrilador, uma caneta e um papel. Hoje o "Verbos de Ligação" volta à vida, pelas minhas mãos.



Doces travessuras
dezesseis letras, seis sílabas, duas palavras. Formariam um bom trio com o vocábulo "nostalgia", afinal, doces e travessuras são indícios graves de infância bem vivida. Quando criança, não pude - por um segundo sequer! - evitar, que a força das duas palavras me acertasse em cheio. Bem na boca do estômago, ou na ponta da língua.
Certa vez, quando criança, apanhei de uma babá. Não deixei barato. Tranquei-a no quintal e apontei uma mangueira na direção da minha algoz. Eu era detentora de desafiadores quatro anos de idade. Travessura por travessura, a minha pequena vingança, talvez a primeira de muitas que pratiquei na vida, ficou marcada pela execução perfeita do meu plano criminoso. Olho por olho, tapa por banho. A minha lei.
Hoje, as minhas travessuras continuam divertidas, mas sutilmente menos inocentes.

Este foi um presente da Gi ( http://gotasintrospectivas.blogspot.com )