Descarte a filosofia moderna




"Hoje não vejo solução

Penso, logo solidão.

Me atenho às palavras

pra lavar a culpa

que não tenho em vão.



Sou metade quando estou contigo,

sou vazio quando estou sozinho.

e em meio à esse verso vão,

me intero na sua canção

em que o final ainda não foi escrito.



Mas de que serve o final

se não houve rima inicial?

Apenas me lembro da terminação...

e penso...penso...penso,

logo solidão."

Não é possível des-matar...


"Morre a planta e nasce o homem,

que redesenha a planta de sua morada

o que era verde já não existe mais

agora só o cinza de sua calçada

assim,

O homem segue o curso da evolução primata...

que primeiro mata pra depois evoluir.

Lembro que na hora de minha morte

orei para o tempo parar,

olhei só pro vento soprar...

Ouvi a voz que veio de ti-

Cantaste vós para mim?

e percebi que não basta só ter sorte,

é preciso saber que oras são.

[Conclusão]

O fim do mundo foi adiado mais uma vez.

Profetas falsos que exigem fé verdadeira

acabam numa cruz, de tanta estupidez...

e com os braços pregados na madeira,

não se tem mais futuro para prever!

A vida se torna sua avidez"

Soltando o Verbo!


Na língua portuguesa existem duas classes de verbos. Os verbos significativos: aqueles que mostram uma ação praticada pelo sujeito: "As crianças brincam no terraço" – e os verbos de ligação: aqueles que dão qualidades, características ou indicam estado do sujeito, conectando-o ao predicado: “O menino estava imundo”.

Bem, passamos anos de nossas vidas “aprendendo” essas regrinhas para conseguirmos nos expressar corretamente. Correta-mente?

Acho que uma expressão adequada seria dizer: - Na existência concreta do ser há apenas uma classe verbal: a que liga o sujeito a um estado significativo. Desse modo todos os verbos seriam transitivos, ou seja, necessitam de complementação, pois têm sentido incompleto. Um exemplo seria o verbo “querer”. Quando penso no querer, preciso logo me ligar a alguém significativo, e o meu complemento é você.

À medida em que existimos a gramática se auto-extingue. Não é possível criar regras para os verbos e nem para quem os dita. O verbo “amar” necessita de complementação, e com uma certa urgência. Mas não é o que acontece em alguns casos. Muitas vezes o amar liga-se a um estado não muito significativo, e o pior...Nos prendemos a isso, aumentando a sensação de incompletude.

Portanto, crie suas próprias regras de expressão verbal. Só não seja tão intransitivo a ponto de achar que já possui sentido completo, nesse caso, quem se auto-extingue é você.