Um pouco de Existencialismo...


Nesta quarta-feira assisti ao filme “A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTÔNIA”, Direção de Marleen Gorris. O Filme retrata com momentos de violência e desespero, mas também outros de grande beleza, a reestruturação de uma família esfacelada no pós-guerra.
Mas não é o filme que quero focar nesse momento, e sim a citação do personagem Kromme Vinger (Tradução: Dedos Tortos), um professor intelectual e filósofo niilista ao extremo, bem como era de se esperar devido ao momento histórico retratado ser considerado o “berço da filosofia existencial”:



“É absurdo crer que a dor constante que nos aflige...seja puro acaso.
Pelo contrário. A desgraça é a regra, não a exceção.
A quem culpar por nossa existência?
À explosão solar que nos deu a vida?
Eu me recuso...
já que não creio em Deus ou reencarnação.

Se acreditasse, poderia me iludir de que a vida nos promete...
...uma sobremesa divina, depois da indigesta refeição.

Nunca fui capaz de aceitar a simples concepção...
de que tudo um dia vai melhorar. Nada irá melhorar.
Melhor ou pior... só será diferente.
Não quero mais pensar...
Acima de tudo, não quero pensar."



Fica claro a base do pensamento de Schopenhauer, afirmando que a capacidade de sofrer aumenta na proporção da inteligência, e atinge portanto no homem o mais elevado grau. Para Schopenhauer, só a dor é positiva. Ele afirma que a maior parte dos sistemas metafísicos explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário é positivo, visto que se faz sentir... O bem, só faz suprimir um desejo e termina um desgosto.
Fica então a indicação para quem gosta de Schopenhauer, Nietzsche e o Existencialismo em geral.
Ainda fazendo uma referência ao personagem citado acima o nome “Dedos Tortos” cai como uma luva, na metáfora perfeita de que por mais que nos esforcemos, não conseguimos apontar a direção exata de onde estamos agora, de onde estivemos ontem e o principal, de onde desejamos estar amanha. Assim o tempo não se preocupa com a vida ou a morte... declínio ou ascensão, amor, ódio ou ciúmes. Ignora tudo que nos é importante... e faz com que esqueçamos dele...Portanto, o tempo é o nosso carrasco é o nosso algoz, é aquele que nos consome em todos os instantes de nossa existência, efêmera, fugaz, fugidia e caótica.

4 comentários:

Janse Romero disse...

eh um assunto muito complexo...onde históricamente se mistura entre ciência e religião... reencarnação ou não.. resurreiçãou ou vida eterna o fato eh que cientificamente o ser humano ainda é limitado... ele tem seu ponto final em sua capacidade de explicação da existencia e muitas vezes se confunde... o fato é... ainda precisamos de uma coisa que alguns chamam de fé...outros chamam de nirvana que eh um estado de luz em fé em algo...onde o estado em uma força maior eh muito forte... ainda chegaremos a um ponto onde entederemos o que ainda não sabemos explicar sobre inicio meio e fim da existencia humana e universal...

Tђαммy disse...

Olá guri...Eu gostei dos seus comentários...Na verdade, a postagem parecia-me escrita por Quincas Borba...RS
Mas é um assunto muito louco, não consigo forma uma opinião sobre isso...mas é isso gostei do blog
Abraços

Ellen Regina - facetasdemim disse...

Eu concordo o o trecho q vc citou: "a desgraça é a regra"... "nada irá melhorar nem piorar, só ser diferente" e concordo também com Schopenhauer q a dor (os problemas) sejam uma forma de amadurecimento...
Quanto a Nietzsche... eu adoro

Ellen Regina - facetasdemim disse...

tenho sim, só não costumo acessar muito, prefiro o gmail... está adicionado!
um abraço!