Diálogo de um casal Monótono
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(De)Lírios do Campo
Postado por Rafael Bardo às 11:23 18 comentários Links para esta postagem
Entardecer na querência
Vou esperar entardecer
E te levar pro alto da colina
Assistir a lua nascer
Tudo é perfeito lá de cima
Você estende o lençol na grama
E deitamos na mais confortável cama
Eu te estendo meus braços
E nos perdemos em um milhão de abraços!
Em frente a uma igreja antiga
O barulho alto do trem
Parecia uma cantiga
Que nos transportava para muito além da vida...
Fizemos amor no portão da capela
E entrei no reino dos céus
Deus se mostrou da forma singela
Sem mentiras e sem véus...
Postado por Rafael Bardo às 14:06 7 comentários Links para esta postagem
"Euminismo"
Do sofrimento alheio
Faço poesia,
Do meu próprio:
Melancolia
Da sua queda
Faço piada,
Da minha própria:
Risada sem graça
Da morte alheia
Finjo que compreendo,
Da minha própria:
Vivo escondendo
O seu preço
Pago de imediato
O meu:
Acho barato e desfaço
A felicidade alheia
É merecedora
A minha própria:
Pecadora
Alguém aí viu onde foi parar meu Ego?
Postado por Rafael Bardo às 10:06 9 comentários Links para esta postagem
FERNANDA

Quando os dias são de sol
A claridade machuca nossa visão
É assim que me sinto hoje
O amor cegou meu coração
Hei menina!
Não pule da janela,
Nem se atire da sacada...
Não tem mais ninguém pra te segurar
Não há um centavo na calçada.
Você me deu tantos sinais
Eu não queria perceber
Mas a curiosidade mata
Eu morri quase sem querer
Dá-me uma pancada na cabeça
Quero apagar minha ultima semana
Talvez um dia eu esqueça
Que não se paga a quem se ama!
E agora? Como volto pra casa?
Se você me deixou tem teto
Meu corpo inteiro dói
Parece que fui atropelado por um inseto...
Hei menina!
Não pule da janela,
Nem se atire da sacada...
Quanto vale a sua vida?
Uma nota amassada?
Postado por Rafael Bardo às 23:04 7 comentários Links para esta postagem
Metamorfose
Minha meta é mudar a cada minuto
Para não morrer na mesma forma...
...em que vim ao mundo.
Mudo para manter sempre uma esperança...
...Pois no fim nada permanece,
Exceto a própria mudança!
Postado por Rafael Bardo às 14:45 11 comentários Links para esta postagem
Bicho-do-Mato
finjo que vivo
às vezes escapo
do fogo cruzado.
Sou bicho-do-fogo
Finjo que mato
As vezes vivo
Cruzando o espaço.
Sou bicho-que-finge
Vivo escapando
As vezes cruzando
Um dia me mato.
Postado por Rafael Bardo às 11:21 4 comentários Links para esta postagem





