“... o povo escolheu a globo, isso é globalização”. Dizia o jingle de carnaval da maior rede de televisão no país. Se a voz do povo é a voz de Deus, por conseqüência, Deus escolheu a globo, isso é... isso é... isso é alienação!
Como se não bastasse a inundação de dólares no país, elevando ao absurdo o preço do combustível que é produzido aqui mesmo, no Brasil... Como se não bastasse a importação de costumes e sanduíches de nações supostamente desenvolvidas, o episódio trágico naquela escola do Rio de Janeiro é um forte indicio de que estamos também importando modelos terroristas, [\sarcasmo]que devem ser bem mais preparados do que os criados aqui[\sarcasmo]. Um jovem entra numa escola, na posse de duas armas de fogo e friamente escolhe suas vítimas, dando-lhes tiro na cabeça. Eram crianças que acreditavam investir num futuro melhor através dos estudos.
Tenho a sensação de que já vi essa noticia antes, no NY Times, CNN ou em outro noticiário importado. Mas no Brasil é o primeiro massacre dessa magnitude. Será que estamos concorrendo em algum ranking internacional?
O fato é que o assassinato em massa na escola do Rio denuncia a insuficiência dos sistemas de segurança, educacional, saúde e assistencial, ou seja, o Estado é uma peneira, e isso é genuinamente brasileiro.
Surgem então algumas indagações: - O que vamos fazer com todos os Big Mac’s importados diante dessa tragédia? – Quem sabe um Mac-lanche feliz amenize o sofrimento das famílias que perderam seus filhos? – Qual foi a lição aprendida naquele dia de aula?
Quem tem o mínimo de humanismo dentro de si, passou por dificuldades para dormir essa noite. Poderia ter acontecido com qualquer um de nós, com nossos filhos e amigos. Como tudo o que é importado vira moda, tenho um leve palpite de que ainda veremos cenas do próximo capitulo sentados no sofá de nossas casas, consumindo de orelhas baixas as noticias que nos chegam de maneira sensacionalista. Se existe algo que vende mais do que sanduíches importados... É a degustação do sofrimento alheio!